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Em resumo, além de ser uma formulação efetiva na proteção contra gravidez, E2 V/DNG também oferece
benefícios extracontraceptivos variados, dentre eles o de ser uma opção eficaz no tratamento clínico dos distúrbios menstruais, condições bastante frequentes no dia a dia do consultório ginecológico.

A síndrome pré-menstrual, por sua vez, é definida como um grupo de sintomas de leves a moderados, físicos, emocionais e comportamentais, que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual e que podem interferir no trabalho e nas relações pessoais.⁹⁻¹¹ Eles são seguidos por um período totalmente livre de
sintomas.⁹ Seu tratamento pode ser feito com antidepressivos e/ou métodos anticoncepcionais que promovam bloqueio ovulatório,¹⁰ inclusive com AHCO.¹¹

O tratamento clínico do sangramento uterino anormal e da dismenorreia, seja primária, seja secundária, pode ser feito com medicamentos não hormonais ou com formulações hormonais.⁴,⁵ Após avaliação clínica detalhada e afastadas eventuais
contraindicações, o uso de hormônios é bem-vindo para melhoria dos sintomas e incremento da qualidade de vida.⁴,⁵

Nos casos de sangramento uterino anormal de causa não estrutural, o anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) que promove maior redução do volume de sangramento é o da formulação que contém valerato de estradiol e dienogeste (E 2 V/DNG), que atinge até 88% de redução do sangramento em 6 meses.⁴,⁵ Esse pronunciado efeito está provavelmente relacionado à potente atividade endometrial do dienogeste.⁶

Para pessoas com dismenorreia primária, o E 2 V/DNG reduz pela metade o número de dias com essa dor,⁷ o que o torna uma opção válida no tratamento clínico dessa condição, considerando-se que a supressão da ovulação está associada à diminuição da dor menstrual.³ Além disso, o AHCO reduz a atividade endometrial e a produção de prostaglandinas.³

De maneira geral, pode-se dizer que tanto a dismenorreia primária quanto a secundária provavelmente responderão às mesmas estratégias terapêuticas.³ Nesse sentido, em pessoas com endometriose, o tratamento com E2 V/DNG reduz a dor menstrual em 61%, a dor intermenstrual em 65% e a dispareunia em 52%, resultados significativamente maiores do que os obtidos com antiinflamatórios não esteroidais (AINEs). E 2 V/DNG também otimiza os desfechos de qualidade de vida.⁸

Outro ponto crucial na orientação de todas as pessoas com dismenorreia é o impacto positivo da prática regular de exercícios físicos.³ (Figura 1)

A menstruação é um fenômeno fisiológico, contudo, distúrbios menstruais podem causar impacto importante na qualidade de vida das pessoas que menstruam, além de ter repercussões biológicas e socioeconômicas. Os distúrbios mais comuns são o sangramento uterino anormal (SUA), a dismenorreia e a síndrome pré-menstrual.

O SUA, por exemplo, que acomete um terço das pessoas
que têm útero, leva à anemia ferropriva, aumenta o número de faltas no trabalho e na escola (absenteísmo) e limita atividades funcionais e aspectos sociais.¹,² Suas causas podem ser de natureza estrutural ou não estrutural² e, para o tratamento, é importante fazer o diagnóstico etiológico, com história clínica, exame físico e os exames complementares adequados para cada hipótese.¹

Já a dismenorreia pode ser primária ou secundária.³ A dismenorreia primária é caracterizada por dor suprapúbica em cólica que começa algumas horas antes ou depois do início do sangramento menstrual, atinge o pico com o fluxo sanguíneo máximo e pode persistir por até 2 a 3 dias.³ Pode se estender pelos quadrantes inferiores do abdome, pela região lombar e/ou pelas coxas.³

Os sintomas associados incluem diarreia, náusea e vômito, fadiga, tontura e dor de cabeça,³ que são atribuídos à liberação de prostaglandinas.³ Já a endometriose é a causa mais frequente de dismenorreia secundária.³

Causas não ginecológicas também precisam ser investigadas: aderências pélvicas, doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável, cistite intersticial e distúrbios psiquiátricos.³